sexta-feira, 28 de outubro de 2016

A MENINA E A FADA ! (Soneto - Infantil)

A MENINA E A FADA ! (Soneto - Infantil)


Sorrindo de alegria a linda princesinha
Corria pelos campos em busca de flores
Todo dia brincava de manhã à tardinha
Seu lar, não tinha casas nos arredores

Certo dia uma fada, cruzou seu caminho
E vendo-a sozinha de soslaio falou
Porque brincas sozinha, não tens amiguinho?
E tu, que só caminhas. A menina retrucou

Tenho súditos, amiga, eu sou uma fada !...
Pede o que quiseres. Eles te atenderão
Então a menina, surpresa e calada

Pediu à fada que um irmão lhe mandasse
Esta, com sua varinha que tem o condão
Prometeu, que por nove meses o aguardasse.

São Paulo, 02/05/2008 (data da criação) 
Armando A. C. Garcia

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A casinha pequenina

A casinha pequenina 


Naquela pobre casinha 
O telhado é uma peneira 
Na chuva, é só goteira 
No quarto, sala e cozinha. 

No raiar do sol a pique, 
P’lo telhado esburacado 
Entra a luz por todo lado 
Fazendo inveja à casa chique 

Ao despontar a madrugada 
O sabiá na mangueira 
Trina a manhã inteira 
Tal como num conto de fada 

Naquela casinha singela 
Reina amor, felicidade 
E quem passa à frente dela 
Ao vê-la, sente saudade 

Seu jardim é um encanto 
Rosas, jasmim, margarida 
É um sonho à boa-vida 
A magia daquele recanto 

Bem na beira dum riacho 
De água pura, cristalina 
Orla florida de boninas 
É um sonho pro meu facho 

A casinha, é um meigo ninho 
Só pobre na edificação. 
Rica de amor e de pão, 
Do paraíso, um pedacinho ! 

São Paulo, 07/10/2014 (data da criação) 
Armando A. C. Garcia 


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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Comunicado

Comunicado

Prezados e estimados amigos, amigas e leitores que têm-me prestigiado com suas leituras nos meus  blogs e demais sites de poesias dos quais participo. Cumpre-me informá-los que, por motivos de saúde “infarto” no p. passado dia 5 de agosto o qual deixou-me algumas sequelas, dentre elas  a que me afetou a visão do olho esquerdo (passando a ver em duplicidade) e um formigamento constante no braço direito e perna direita. Tão logo me restabeleça, espero que o bom Deus me dê a oportunidade de continuar publicando meus humildes trabalhos. Desde já, agradeço vossa compreensão.

Armando A. C. Garcia

São Paulo, 26/08/2016

segunda-feira, 18 de julho de 2016

O gênio da garrafa

O gênio da garrafa

Um gênio saiu da garrafa
E apresentou-se à menina
Que chorava sem parar
Perguntou-lhe: porque choras?

Toda chorosa, respondeu
Minha mãe, ali está morta
Eu, nada posso fazer
O gênio vendo a cena

Pediu à pobre pequena
Que fizesse uma oração,
Ela, orou com fervor
E como benção do céu

O bom Jesus respondeu
Tua mãe está doente
Chama médico eficiente
Que tua mãe não morreu.

A menina pediu socorro
Acorreu todo seu povo
E sua mãe se salvou
Graças ao gênio da garrafa

Que vendo-a ali a chorar
Desanimada, sem força
- Trouxe consigo a resposta
Pra sua mãe melhorar !

São Paulo, 18/07/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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quinta-feira, 7 de julho de 2016

A fada que quis ser gente !

A fada que quis ser gente !

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Esta estória é de uma fada
Que se quis passar por gente
De ser fada, estava cansada
Ser alguém, era atraente

Vestiu então roupas de moça,
Seus louros cabelos penteou
Só achou emprego na roça
No fim do dia... se queixou

Quando eu era uma fada
Só via encanto e beleza
De poderes era dotada
Dava ordens à natureza

Agora que virei gente,
Só trabalho, criatura
Foi ilusão aparente
Esta minha aventura

Quando fada, só contente
Com alegria constante,
Eu quero, é novamente
Ser fada, de ora avante !

São Paulo, 07/07/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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sábado, 11 de junho de 2016

A raposa e o galinheiro


A raposa e o galinheiro

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A  raposa e o galinheiro

Naquele bucólico lugar
Morava uma ladina raposa
E mal despontava o luar
Ia pegar a *penosa

O dono do galinheiro
Sofria duros ataques
Nem seu cachorro **alveiro
Evitava tantos saques

Assim, via dizimado
Dia a dia o galinheiro
Até que seu empregado
Resolveu por um paradeiro

Engendrou cobrir-se de plumas,
Pra ficar igual galinha
À noite esperou a chegada
Dessa tal de libertina,

Adentrar ao galinheiro
E fingindo-se galinha
Esperou, lá no poleiro
A pegadora de galinha

Quando ela ali entrou
Deu-lhe tremenda paulada
Que ganindo se queixou,
Ficou de perna quebrada

Desse dia em diante
Nunca mais ali voltou,
Dando paz ao sitiante
Que seu empregado ajudou !
                                       *galinha
                                                                              **de cor branca
São Paulo, 11/06/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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terça-feira, 10 de maio de 2016

Certo dia o Capitão





Certo dia o Capitão

Certo dia o Capitão
que comandava o navio
Sentindo a solidão
Da rota fez um desvio

Foi aportar numa ilha
Deserta? qual ilusão !
Morava nela uma filha,
Naufraga doutro Capitão

Era jovem, esbelta, linda,
De uma exótica beleza,
Que igual, não vira ainda
Apesar, da nua singeleza

O Capitão, encantado
Rendeu-lhe consideração,
E ofereceu-lhe adequado
O traje, do sacristão

Com todo respeito e lisura
Levou-a à embarcação
E ofereceu à criatura
Sua cama, seu colchão

A moça, ali se banhou
Nos aposentos privados
E, também se perfumou
Deixando todos cativados

Quando ao espelho se mirou
Ela nem acreditava,
Pois quando ali naufragou
De menina, não passava !

Agora, mulher adulta
Expandindo horizontes
Meio ingênua, meio inculta
Rústica, como flores dos montes

Sentindo-se apaixonado,
O Capitão não relutou,
Ante o amor almejado
A naufraga, ali esposou !

Pra felicidade geral,
Sua prol foi aumentando
Num clima angelical
E o capitão no comando.

Seu navio, virou lar
Ante a esposa que encontrou
Continuaram a navegar,
Até que a velhice chegou.

São Paulo 09/05/2016 (data da criação)        
Armando A. C. Garcia


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